À data de 9 de fevereiro de 2019, todos os agentes na cadeia de abastecimento farmacêutica, incluindo fabricantes de medicamentos, distribuidores, grossistas, farmácias e hospitais, deveriam entrar em conformidade com a Diretiva sobre Medicamentos Falsificados (FMD). O principal objetivo da Diretiva é aumentar a segurança do fabrico e entrega de medicamentos na Europa, de forma a proteger os pacientes e a impedir a entrada de medicamentos falsificados na cadeia de abastecimento.

Para muitas destas organizações, estar em conformidade com a FMD envolveu uma renovação significativa dos processos para receber, verificar e desativar medicamentos em série. No caso específico das farmácias hospitalares, a ausência de um fluxo de trabalho altamente eficiente pode ter um efeito dominó significativo num sistema que se encontra sob uma pressão crescente.

Pharma
 

Depender de processos manuais para a gestão de medicamentos em série ao nível da embalagem individual é um processo trabalhoso e moroso que pode afetar as operações normais. Em alternativa, em vez de se encarar a FMD apenas da perspetiva da conformidade, pode ser afirmado que as organizações devem aderir ao regulamento para facilitar a mudança de mentalidade na cadeia de abastecimento de medicamentos.

Sébastien Sliski, General Manager Supply Chain Solutions, Zetes, refere como os processos de inventário digitais, como a agregação e consolidação, podem ajudar as farmácias hospitalares e os grossistas farmacêuticos que distribuem os medicamentos a não só cumprirem os requisitos de estar em conformidade com a FMD de forma mais eficiente como também a obterem mais eficiência geral.

Entrada da FMD

A Diretiva sobre Medicamentos Falsificados (FMD) é obrigatória para todas as farmácias hospitalares na Europa. No entanto, muitos hospitais, farmácias e grossistas na Europa ainda não se encontram em conformidade [in English]. Enquanto muitos países implementaram períodos de estabilização pós-prazo para suavizar a transição e impedir a escassez de medicamentos, estes períodos estão a terminar. A maioria dos países prevê a conformidade total até fevereiro de 2020.

O principal requisito da FMD é a autenticação e desativação dos medicamentos antes da sua dispensa aos pacientes, incluindo em todos os hospitais, a par com a verificação baseada em riscos e a rastreabilidade dos medicamentos ao nível do grossista.

Pharma pills

As farmácias hospitalares são obrigadas a verificar o dispositivo antimanipulação (ATD) para garantirem que está intacto antes da dispensa e da alteração do estado da embalagem no Sistema nacional de verificação de medicamentos (NMVS) de “ativo” para “inativo e fornecido”. Isto envolve a leitura do código de barras 2D em cada embalagem para verificar o identificador único (UI) do produto, conforme aplicado pelo fabricante no rótulo da embalagem, e a comunicação com o NMVS. Depois de ser verificado, o medicamento pode ser desativado. Ao contrário do que acontece numa farmácia comunitária, onde os medicamentos só podem ser desativados quando são dispensados ao paciente, as farmácias hospitalares podem desativar os medicamentos em qualquer momento após a verificação.

 

Dada a importância do processo de dispensa da farmácia na eficiência geral de um hospital, e o número crescente de produtos altamente complexos e de nicho que requerem a adesão a modelos de distribuição e dispensa especializados, é fundamental que este processo funcione na perfeição. É essencial que as farmácias hospitalares consigam gerir o processo de verificação e desativação da forma mais fluida possível, devido ao possível efeito dominó da leitura de medicamentos ao nível da embalagem individual no processo de dispensa e de alta.

Agregação e consolidação

A boa notícia é que os processos manuais podem ser dispensados. Agora, está disponível tecnologia que consolida a informação digital dos UI dos produtos individuais nas etiquetas de códigos de barras e permite que uma farmácia hospitalar desative uma expedição completa com uma única leitura.

Isto oferece grandes benefícios em termos de eficiência e poupança de tempo, que se expandem pela cadeia de abastecimento até ao grossista, fornecedor de logística externo e fabricante, através de quatro passos simples:

1.º passo: Agregar

Os itens individuais são lidos nas instalações do fabricante ou no armazém do grossista e agregados em caixas e/ou paletes. No caso do grossista, esta abordagem permite preparar as expedições antecipadamente e reduzir o tempo de espera para concluir um envio, ao passo que a farmácia hospitalar pode escolher em que nível pretende desativar os produtos.

2.º passo: Consolidar

As unidades agregadas são consolidadas num só número de encomenda único. Isto pode ser efetuado em qualquer fase do processo no armazém.

FMD Consolidation
 

3.º passo: Comunicar

As unidades agregadas incluem uma etiqueta de código de barras com o número de encomenda único. O processo de envio também é identificado por um número único, que pode ser colocado fisicamente na documentação de transporte. Simultaneamente, durante o envio, um ficheiro digital que contém estes identificadores únicos é partilhado com o hospital.

4.º passo: Verificação aleatória e desativação

No momento da receção do envio, os números dos códigos de barras e o ficheiro digital são disponibilizados ao hospital, que pode verificar aleatoriamente e desativar de forma automática os produtos ao nível especificado.

Adotar a agregação e a consolidação não só aborda os requisitos de conformidade com a FMD de forma mais eficiente como também dá acesso a oportunidades de identificar melhorias adicionais no fluxo de trabalho da farmácia e otimizar o processo de dispensa de medicamentos. Além disso, a indústria geral pode pensar além dos limites institucionais e organizacionais e começar a considerar a transparência na cadeia alargada de abastecimento de medicamentos.

Conclusão

Soluções digitais ajudam a fornecer visibilidade da cadeia de abastecimento para garantir que os pacientes tenham acesso a medicamentos de qualidade.

Garantir a manutenção do fluxo dos pacientes, ao assegurar que os pacientes que aguardam alta têm acesso atempado aos medicamentos receitados, é um papel fundamental da farmácia hospitalar. No entanto, a FMD não se fica por aí. As soluções digitais certas podem ajudar a fornecer visibilidade da cadeia de abastecimento para garantir que os pacientes a nível global têm acesso a medicamentos de alta qualidade sem o risco de consumo de produtos contaminados ou falsificados.

 

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